Hospital Municipal de Japeri investe em reabilitação humanizada e transforma rotina de pacientes com uso de realidade virtual – 02/07/25

Hospital Municipal de Japeri investe em reabilitação humanizada e transforma rotina de pacientes com uso de realidade virtual

No Hospital Municipal de Japeri (HMJ), a reabilitação de pacientes internados tem ido muito além da técnica. Com um olhar humanizado e integral, a equipe de fisioterapia tem apostado em práticas que tratam o paciente não apenas no aspecto físico, mas também no emocional e social e, sempre que possível e de forma segura, proporcionam momentos de alívio, conexão e estímulo. Na última sexta-feira, (27), a prática que dura de 15 a 30 minutos, já era esperada pelos pacientes que estavam nos setores de enfermaria. 

Um dos diferenciais adotados é o uso de óculos de realidade virtual durante as sessões que acontecem no pátio da unidade. A iniciativa, inovadora no cuidado hospitalar, permite que o paciente seja transportado para ambientes como florestas, praias ou parques, contribuindo para reduzir a dor e a ansiedade. A imersão em paisagens tranquilas atua como um estímulo sensorial e cognitivo, especialmente eficaz com idosos e crianças e em casos ortopédicos e pediátricos.

Hospital Municipal de Japeri investe em reabilitação humanizada e transforma rotina de pacientes com uso de realidade virtual

“Esse recurso nunca vai substituir o contato humano, mas vem para complementar o tratamento. O que oferecemos aqui é mais do que cuidado técnico, é acolhimento no momento mais frágil da vida. E tudo de forma segura, com a liberação clínica e em horários recomendados, sempre das 7h às 10h ou após as 16h”, explica Patrícia Gonçalves,  coordenadora da equipe de fisioterapia.

Com a paciente, Marina Ferreira, (81), o passeio desejado foi nadar no fundo mar. E lá, ela teve contato com tartarugas marinhas, algas e peixes. Seus braços se exercitaram com movimentos semelhantes aos do nado em águas livres. E essa não foi a primeira vez que ela fez o passeio, já tendo passado por desertos e até desfiladeiros. “É sempre uma nova aventura, mas aqui eu vou querer voltar, adoro o mar”, relatou a idosa que foi internada por uma fratura no fêmur. 

“Eles ficam felizes quando a gente chega, porque sabem que é a hora de passear, e a gente acaba colecionando relatos de quem trabalhou muito e passeou pouco, é gratificante. A dona Marina já passeou no deserto, viu paisagens lindas”, disse a fisioterapeuta Beatriz. 

Já o paciente Hugo Santos, (59), que realizou o seu terceiro passeio,  desta vez fez o uso do óculos virtual para ter a sensação de quem está andando de bicicleta. Aguardando a regulação de vaga para cirurgia ortopédica, ele aproveitou para usar o simulador de mini bicicleta e enquanto passeava por ruas arborizadas fazia exercícios de fisioterapia motora com os braços. “No início eu estranhei, agora eu me distraio e me exercito ao mesmo tempo que contribuo com a minha saúde. Eu já fico esperando a hora de ir lá fora e dar uma volta”, relatou ele que é morado do bairro Primavera.    

O atendimento segue critérios rigorosos

A mobilização precoce é um dos grandes objetivos da ação. Sempre que autorizado clinicamente, os pacientes são retirados do ambiente da enfermaria,  muitas vezes com uso de maca ou cadeira, acompanhados pela equipe, e levados para a área externa. A estratégia ajuda a mantê-los mais alertas, evitando quadros de delírio e favorecendo a recuperação funcional.

Segundo Patrícia, a proposta da equipe já é usada com pacientes com uma internação prolongada ou em UTIs em muitas unidades particulares. E ao ser proposta pela equipe,  foi muito bem aceita pela gestão da unidade e pela própria Secretaria Municipal de Saúde (Semus), que vem investindo em um atendimento mais humano, tecnológico e centrado nas necessidades de cada paciente. 

Hospital Municipal de Japeri investe em reabilitação humanizada e transforma rotina de pacientes com uso de realidade virtual

“Cuidar é muito mais do que tratar. É acolher, ouvir e estar presente, agindo para que as internações prolongadas não sirvam para desencadear síndromes e outras doenças de natureza psicológica. Nossa equipe implementou aqui no Hospital Municipal de Japeri com ótima aceitação pelos pacientes e pelos familiares, que percebem que eles estão mais ativos e orientados pelo contato externo e a visitação de outros ambientes, mesmo que virtuais”, informou ela enquanto fazia uma série de 10 levantamentos de braços com os atendidos. 

O procedimento segue uma normativa interna que permite que os pacientes sejam levados em trio após serem checados os critérios de avaliação clínica individualizada; liberação médica prévia; condições de transporte seguro com acompanhamento multiprofissional; vontade do paciente em realizar as sessões de fisioterapia respiratória e alongamentos com o uso da tecnologia de realidade virtual.

A equipe de fisioterapia é formada pela coordenadora Patrícia Gonçalves Pestana e os profissionais Thayná de Andrade da Silva, Priscilla Garcia de Amorim, Denis Alexandre Lima, Beatriz Michelote Belmiro, Paulo Vitor da Silva e  Rômulo de Azevedo Santos que atuam na unidade em regime de plantão. 

Fotos: Samuel Sant’anna/Divulgação PMJ

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