Festival Literário da Diáspora Africana chega à 13ª edição em Meriti – 21/11/25

Festival reuniu escritores, autoridades, cônsules africanos e comunidade local no Espaço Marinheiro João Cândido

O 13º Festival Literário Internacional da Diáspora Africana (FLIDAM) reuniu na quarta-feira (19-11), escritores, artistas e representantes diplomáticos no Espaço Marinheiro João Cândido. Organizado pela Academia de Letras e Artes de Meriti em parceria com a Prefeitura de São João de Meriti e o IFRJ Campus Meriti, o evento deste ano teve como tema “Agudás”, em referência aos africanos libertos que retornaram ao continente após viverem no Brasil.

Participantes da mesa do 13º FLIDAM de Meriti, com presença de fazedores de cultura e representantes internacionais 

A participação dos cônsules Mateus de Sá (Angola) e Pedro António dos Santos (Cabo Verde), reforçou a dimensão internacional do festival e aproximou o diálogo com países africanos de língua portuguesa. Representantes locais também estiveram presentes no encontro para a memória e as tradições afro-brasileiras na Baixada, nomes como Frei Tatá, Jorge Florêncio, Letícia Florêncio e Renan Moura.

Ao abordar os “Agudás”, o festival retomou um capítulo muitas vezes pouco lembrado da história da diáspora, trazendo debates sobre retorno, ancestralidade e reconstrução identitária. As atividades incluíram mesas literárias, apresentações musicais, palestra, exposição de artesanato, apresentações musicais, oficinas e rodas de conversa.

A ativista cultural Mãe Ethy de Yemanjá e a filha Samira durante o encontro anual

O presidente da Academia e organizador do evento, Ney Santos, destacou a relevância do evento na cidade. “Nosso festival traz para a nossa essência tudo que nossos antepassados nos deixaram. Precisamos cultivar essa rica cultura, e muitos ainda precisam conhecer essa história da cultura afro”, afirmou Ney. O subsecretário municipal de Cultura e Turismo, Pierre Meireles, lembrou que o festival já faz parte do calendário cultural do município. “O FLIDAM, chegando à sua 13ª edição, demonstra a importância de trazer a africanidade, a literatura e a arte como ferramentas de transformação social. Temos um prazer enorme em apoiar o evento que é um grande sucesso”, contou Pierre.

A ativista cultural, mãe Ethy de Yemanjá, comentou sobre o encontro anual. “Participo desde a primeira edição, e este evento se tornou um marco em Meriti. Celebramos o mês de Zumbi dos Palmares e da Consciência Negra, um período dedicado ao povo preto, para discutirmos nossas lutas, dificuldades e reafirmarmos nossa história”, frisou mãe Ethy, ao lado da filha Samira.

Fotos: Gilberto Rocha/Divulgação PMSJM

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