Patrimônio histórico foi reaberto ao público pelo Governo do Estado do Rio
Um grupo de alunos da rede pública de ensino, da Baixada Fluminense, visitou o Palácio das Laranjeiras na sexta-feira (08/05). O programa faz parte da abertura gradual do espaço pelo governador em exercício do Estado do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto. O objetivo é ampliar o acesso da população a um dos principais patrimônios históricos do estado, que estava fechado à visitação desde 2020.
Moradora de São João de Meriti e aluna do terceiro ano do Ensino Médio, do Colégio Estadual Carlos Drummond de Andrade, Marina Motta, de 17 anos, se encantou pela arquitetura e pelos acontecimentos históricos que aconteceram no Palácio.
– Para mim, descobrir não só a história do meu estado, mas um pouco da cidade que eu nasci, que é o Rio, é muito gratificante. Essa visita foi uma aula de história que expande nossos horizontes – declarou.

Durante a visita, os estudantes conheceram as instalações do palácio, que foi construído entre 1909 e 1913 pelo empresário Eduardo Guinle. Além disso, eles tiveram acesso a explicações de história que mostraram, na prática, matérias que são abordadas dentro de sala de aula.
Para Letícia Maria, de 17 anos, apaixonada por belas artes, a visita foi um sonho.
– Eu achei a experiência incrível porque une as coisas que eu mais gosto: história e arte. Amei os quadros, os detalhes. É surreal imaginar que antigamente as pessoas moravam em lugares como esse. Me senti dentro de um filme – relatou a estudante.
Inicialmente, a visita à residência histórica dos governadores do Rio poderá ser feita apenas por estudantes da rede pública estadual e grupos detentores de tradições e instituições que possuem uma relação direta com a preservação e a gestão do patrimônio cultural.
– Esta iniciativa é importantíssima. Ela possibilita que os alunos da rede estadual de ensino tenham cada vez mais acesso à arte, à história e à educação — destacou a secretária de Estado de Educação, Luciana Calaça.
Peças históricas enriquecem o acervo
Entre as atrações do edifício, há um banheiro todo com peças esculpidas em blocos de mármore Carrara, móveis franceses que remetem à Belle Époque (período marcado por inovações e avanços culturais na Europa) e o primeiro elevador instalado no Brasil.

A escrivaninha onde governadores despacham é uma réplica da usada por Luís XIV, no Palácio de Versalhes, na França. Entre as pinturas, a mais emblemática é a que retrata o Rei Sol, por Rigaud (1659-1743).
– A reabertura do Palácio das Laranjeiras para visitação, especialmente com a presença dos nossos estudantes, é um marco simbólico da cultura e educação como aliadas. Quando esses jovens entram em um espaço como esse, eles não apenas aprendem sobre a história, mas também se reconhecem como parte dela. Democratizar o acesso ao patrimônio é fortalecer a identidade do nosso estado — declarou Danielle Barros, secretária de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio.
A partir de junho, o público em geral também poderá conhecer o Palácio das Laranjeiras. Os demais grupos elegíveis serão selecionados pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac).
– É muito gratificante olhar iniciativas que trazem os alunos, professores e toda a população para conhecerem a história do nosso estado de perto deste importante patrimônio histórico — disse Sérgio Linhares, professor de História e coordenador de Educação Patrimonial do Inepac.
Fotos: Divulgação/Núcleo de Imprensa do Governo do Estado do Rio de Janeiro
Jornal da Hora
