A Casa da Cultura de Belford Roxo recebeu, na terça-feira (21), a 1ª Mostra Cultural do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Os 15 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município e instituições parceiras apresentaram ao público os trabalhos desenvolvidos nas oficinas oferecidas ao longo do ano.
Inclusão produtiva
Costura, crochê, massoterapia, maquiagem, corte de cabelo e diversas outras atividades de inclusão produtiva foram expostas durante o evento, demonstrando o aprendizado adquirido pelos participantes nas oficinas promovidas pela Prefeitura.

A programação contou ainda com apresentações de teatro, dança e música, protagonizadas por crianças, adolescentes, adultos e idosos atendidos pelos CRAS, valorizando o protagonismo social dos usuários e fortalecendo os vínculos comunitários por meio da cultura.
“É um momento de integração, de convivência e de mostrar para a população que o CRAS dá frutos, gera produtividade e transforma vidas. As pessoas despertam potencialidades nessas atividades, fortalecem os laços com a comunidade e encontram caminhos para ingressar no mercado de trabalho ou gerar renda. É uma experiência que está dando muito certo e pode ser ainda maior na próxima edição”, destacou o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania, Diogo Bastos, ao lado do secretário municipal de Cultura, André Carvalho.
Interação e autoestima
Maria Nazaré é artesã e professora da oficina de bordado em ponto de cruz. Os trabalhos produzidos por suas alunas ficaram expostos durante a mostra. Para ela, o bordado vai muito além da técnica.

“Muitas alunas brincam dizendo que eu sou a psicóloga delas, porque a gente interage e conversa bastante. Procuro sempre levantar a autoestima e contribuir para melhorar a vida dessas pessoas. Com o tempo, realmente consigo perceber essa transformação”.
Maria de Fátima Vieira sempre fez crochê e, no ano passado, passou a compartilhar seus conhecimentos como professora nas oficinas dos CRAS. “Tem que ter muita calma e paciência para ensinar. Tem alunas que não têm nenhuma noção e aprendem tudo do zero. Acaba sendo um aprendizado para mim também”.

Impacto positivo
E quem participa das oficinas confirma o impacto positivo da iniciativa. Solange Muller, aluna da Maria de Fátima há apenas dois meses, comemora a evolução. “Eu já tinha alguma noção, mas não sabia montar as peças. A nossa professora é excelente. Estou começando a fazer meus próprios trabalhos. Sem falar que no curso aprendo técnicas diferentes e ainda faço amizades. Para a nossa cabeça, é uma terapia maravilhosa”.
Mais do que apresentar talentos e habilidades, a Mostra foi mais um exemplo de como o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos contribui para a inclusão social, o desenvolvimento de novas capacidades, a geração de oportunidades e o fortalecimento da cidadania, reafirmando o compromisso da Prefeitura com uma assistência social que promove autonomia, pertencimento e qualidade de vida.
Fotos: Daniel Santos / PMBR
Jornal da Hora


