Secretaria de Esporte e Lazer promove ‘Roda de Conversa Abril Azul’ em evento do Mês de Conscientização do Autismo na Vila Olímpica – 10/04/26

A Secretaria Municipal de Esporte e Lazer promoveu, nesta quarta-feira (08/04), na Vila Olímpica de Belford Roxo, a “Roda de Conversa Abril Azul”, em evento alusivo ao Mês de Conscientização do Autismo. Participaram do bate-papo e da troca de experiência, mães atípicas, profissionais de Educação Física e Saúde que atuam com crianças e responsáveis no principal complexo esportivo do município.

“Foi um bate-papo leve e muito importante, com troca de experiências, escuta e muito aprendizado. Falamos sobre inclusão, respeito e a importância de acolher cada pessoa do seu jeito, valorizando as diferenças. Seguimos juntos nessa missão de construir um espaço cada vez mais acolhedor, com mais empatia, informação e inclusão no nosso dia a dia”, destacou a secretária executiva de Esporte, Mayara Stefani, que representou o secretário Rodolfo Carvalho.

O bate-papo contou com mães atípicas, profissionais de Educação Física e Saúde que atuam com crianças e responsáveis no principal complexo esportivo do município

Troca de experiências

A Roda de Conversa Abril Azul abriu um espaço para o diálogo, a informação e, principalmente, o respeito ao autismo. Um momento de aprendizado, trocas de experiências entre pais e responsáveis com filhos autistas, fortalecimento da inclusão, criando uma grande corrente de conscientização.

A terapeuta e assessora técnica de Pessoas com Deficiência (PCD) da Vila Olímpica, Kátia Borges, promoveu uma série de atividades, dinâmicas e desenhos para os participantes, como, mães, filhos autistas, portadores de outras deficiências, inclusive, com deficiência visual. Prestigiaram ainda o evento, a coordenadora do Centro Neuroatípico da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Juliette Cordeiro, e o presidente da Escola de Samba Inocentes de Belford Roxo, Icaro Ribeiro.

“É importante que as pessoas tenham o entendimento que cada pessoa tem o seu tempo de aprendizado, escutar e interpretar de uma forma. Todos nós e as crianças atípicas temos que ter uma resiliência para entender o outro. Então, quando lidamos com crianças atípicas (autismo) isso tem que ser polarizado, porque essas crianças têm uma maneira de ver o mundo diferente da nossa”, destacou a terapeuta Kátia Borges.

Atendimento humanizado

Outra palestra de destaque foi da podóloga especialista no trabalho com crianças autistas, Alexandra Ribeiro, que abordou a Podologia (área da saúde da investigação, prevenção, diagnóstico e tratamento de patologias dos pés) para os autistas (Transtorno do Espectro Autista) que oferece atendimento humanizado e adaptado para lidar com hipersensibilidade sensorial, dificuldades no corte de unhas e alterações na marcha, como andar na ponta dos pés. Profissionais especializados utilizam técnicas suaves, ambiente calmo e previsível para garantir conforto e prevenir infecções ou unhas encravadas. “Importante que os pais procurem os profissionais de Podologia para os tratamentos nos pés. Que não mexam em casa, para evitar mais transtornos para a saúde dos filhos autistas”, afirmou Alexandra Ribeiro.

Relatos emocionantes

Houve também emocionantes relatos de mães atípicas que lidam diariamente com inúmeras situações adversas com seus filhos, enfrentando sobrecarga física e emocional, necessitando de redes de apoio sólidas e autocuidado para gerenciar a rotina de cuidados, terapias e a luta por direitos. O diagnóstico rompe expectativas, exigindo adaptação, luto do filho idealizado e resiliência para lidar com o preconceito e a solidão.

Outra palestra de destaque foi da podóloga especialista no trabalho com crianças autistas, Alexandra Ribeiro

“Muito importante essa roda de conversa e essa troca de experiências entre as mães atípicas, um momento de amor e inclusão. Vivemos momentos de muita superação diária. Outras vezes choramos, pensamos até em tirar nossas vidas. Por isso, redes de apoios, acolhimentos, cuidados e outras ações são fundamentais para nos dar força e continuarmos lutando pela vida e a felicidade de nossos filhos”, disse a mãe atípica e coordenadora do Movimento Orgulho Autista do Brasil (Moab), Débora Souza, que também é diretora do Projeto Johnds2022 (@johnds2022) que conta com muitos seguidores do filho John de Souza, 8 anos, autista e contador de histórias nas redes sociais.

A Vila Olímpica de Belford Roxo conta semanalmente com aulas gratuitas de atividades físicas para crianças e adolescentes autistas e outras deficiências com educadores físicos especializados. A unidade fica na Rua Lecílio, s/n, no bairro Nova Piam.        

                                                                                                                                                 

TEAs e Casa do Autista em Belford Roxo

A Prefeitura de Belford Roxo conta com três unidades municipais para o tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Vila Entre Rios, Parque Amorim e a Casa do Autista (Vilar Novo).

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